Esta obra de Van Gogh de 1888 se denomina “Café à Noite”. Se encontra no acervo do Rijksmuseum Krôller-Müller Otterlo, Holanda. “A exaltação das luzes envolvidas mas sobressalentes no fundo da noite escura, eis o elemento marcante deste quadro, com o café visto de fora.”
Grande parte das conversas mais agradáveis que tive na vida foram em cafés. Interessante como os cafés no Brasil mudaram nos últimos anos e como o sentido de “ir tomar um café” também.
O café é o “aperitivo” do boteco. Encontrar em um café significa que você está realmente interessado em conversar com a pessoa. Se você quer curtir, fazer piada, paquerar, você vai a um boteco. Se você quer discutir política, arte, cinema, ou demais trivialidades do nosso cotidiano, você opta por um café. Se você quer beber bastante, vai a um boteco; se quer comer legal, vai a um restaurante; se a conversa é o ponto principal, o café é a melhor pedida.
Nos cafés você nem come muito, nem bebe muito, o café parece ser um “meio termo”. Vale tomar um cervejinha ou uma taça de vinho, comer uma bruschetta ou um prato pequeno mas requintado, mas a conversa é o que mais se degusta nos cafés.
Frequentando a Europa principalmente, é que se percebe o quanto a cultura de ir à cafés é comum. No Brasil, íamos tomar café na casa das pessoas, mas a correria que aprontamos contemporaneamente levam este hábito para fora de nossas residências.
A cultura do papo, isto não mudou, só fazemos em outros ambientes.


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