Obra de Renoir entitulada “Barcos a Vela em Argenteuil”, encontra-se npo acervo do Museu de Arte em Portland. “Mais um quadro de plenitude do impressionsimo: conjugação de pontos luminosos e coloridos para compor um todo indivisível e uno.”
A indivisibilidade e unicidade das coisas é algo que atrai meu interesse.
Quando estudava o xamanismo, li muita coisa sobre a unicidade da mãe-terra, da natureza e dos homens; quando estudava as filosofias orientais, aprendi que não há uma separação entre as divindades e nós mesmos, pois nós somos parte do divino; quando lia o ponto de mutação, me disseram que o novo paradigma é o da unicidade, o do holismo, que tudo e todos estavam interligados; recentemente, quando assistia o “Quem Somos Nós? Revisited”, parte da discussão gira em torno das escolhas frente às multiplicidades de opções em um sistema totalmente interconectado.
Ou seja, tudo indica, assim como percebeu Renoir em 1873 e 1874, que unicidade e indivisibilidade são mais lógicas e óbvias que o contrário.
Separamos as coisas, classificamos, inferimos juízos, atribuímos valores, hierarquizamos, selecionamos, abandonamos o que nos parece inferior, enaltecemos o nos parece superior e novamente separamos, classificamos… Grande parte do problema da humanidade está neste processo. Não percebemos a indivisibilidade e unicidade das coisas e, portanto, não percebemos que ela é parte de nós e nós somos parte dela.


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